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Nova lista de exigências para os planos de saúde



Por conta da Pandemia do Covid-19 e um processo de atualização bem complexo e longo, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), entidade federal que regula as obrigações dos Planos de Saúde, enfim publicou a esperada lista com as novas coberturas obrigatórias que os Planos de Saúde devem atender.


Essa resolução normativa de fevereiro ( nº 456) estabeleceu o prazo até 1º de abril de 2021 para que se as operadoras de plano de saúde se adequassem aos novos tratamentos, medicamentos e acesso aos medicamentos de alto custo.


Foram dois anos de espera para milhares de brasileiros, entre eles renais crônicos, pacientes de câncer, de doenças autoimunes, asma, leucemia, problemas de coluna e do coração, entre outros.


Foram incluídos medicamentos para tratamento de câncer, imunobiológicos, novos procedimentos para terapias, cirurgias, consultas e exames.


Saiba ao final desse artigo quais os medicamentos de alto custo, tratamentos e cirurgias agora possuem cobertura obrigatória para os planos de saúde.

O que fazer se a operadora não se adequar em tempo?

Com exceção de alguns casos de contratos mais antigos ou que não se adaptaram, todos as operadoras são obrigadas a cumprir a Lei dos Planos de Saúde, criada em 1998.


Além estabelecer que é possível solicitar o reembolso à operadora se o consumidor custear com recursos próprios, caso não tenha se atualizado em tempo e o tratamento, cirurgia ou até mesmo o medicamento de alto custo ainda não esteja a disposição.


O consumidor deve exigir a resposta da operadora por escrito para que depois não seja alegado que o procedimento estava à disposição e o consumidor fez uma opção indevida.


É recomendável que faça isso antes de realizar a compra dos medicamentos ou contratação dos serviços.


Mas se a operadora não prestar essa informação ou a situação for de urgência é importante que o consumidor se prepare e guarde todos os documentos comprovantes da despesa, como prescrição médica, exame, e-mails ou conversas por app com a operadora, comprovantes de pagamento, entre outros.


Se a operadora se recusar a reembolsar algo que já deveria cobrir, todos esses documentos auxiliarão o consumidor a buscar a justiça para reaver os valores.


E se o procedimento, cirurgia ou medicamento de alto custo ainda não foi incluído na lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar?


A partir do momento que o consumidor contrata um plano de saúde, a operadora do deve atender a todas as expectativas contratadas para o tratamento de doenças que venha a surgir.


Conforme entendimento do Ministro Raul Araújo, da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiçam, em 1º de junho de 2020.


“O plano de saúde pode estabelecer as doenças que terão cobertura, mas não o tipo de terapêutica indicada por profissional habilitado na busca da cura”.


Isso significa que o seu médico pode prescrever um tratamento, uma cirurgia ou um medicamento de alto custo que não esteja dentro da lista da ANS, mas que seja essencial para o consumidor do plano de saúde.


O plano de saúde não pode de maneira alguma, se negar a conceder tratamento prescrito pelo médico, afinal foi contratado para dar ao consumidor tudo que está disponível e foi autorizado pela ANVISA, no caso de medicamentos, por exemplo.


Os planos de saúde até podem dizer no contrato quais as doenças não estão cobertas, mas não quais são os tratamentos, lembrem-se, somente o médico pode dizer isso.

Mesmo que exista essa lista, quem decide o tratamento que o paciente deve fazer ou os exames ou o medicamento de alto custo que deve ser tomado, é o seu médico e não o plano de saúde.


A maioria dos juízes, tribunais seguem o entendimento do STJ no sentido de que essa lista da ANS é apenas exemplificativa.


De que é uma lista de garantias mínimas, não uma lista limitadora.


Se a lista é exemplificativa e a operadora ainda assim nega a cobertura, o que fazer?


Muitas das vezes, se não em todas, quando o consumidor vai até o balcão de atendimento do plano para pedir autorização para começar um tratamento, é porque é urgente.


Seja para tomar um medicamento para travar a evolução de um câncer, tomar para aliviar uma dor constante ou realizar uma cirurgia de coluna para que você possa voltar a ter autonomia, por exemplo


Mesmo com entendimento da justiça de que a lista da ANS é exemplificativa, muitos planos de saúde seguem negando cobertura a vários tratamentos alegando que não são obrigados a cobrir o que está fora da lista.


Nesses casos, resta ao consumidor recorrer à justiça.


Para a melhora clínica ou até mesmo salvar a vida de um paciente, dependendo do caso, a medida mais rápida é entrar com um processo contra o plano de saúde com um pedido de antecipação da tutela, uma liminar.


Para obrigar o plano de saúde a realizar o tratamento prescrito pelo médico e dar início ao processo e fazer o pedido de liminar, é preciso que o consumidor tenha em mãos pelo menos dois importantes documentos: a recusa do plano por escrito e o laudo do médico.


Obtida a decisão judicial favorável ao seu direito, o que acontece em poucos dias, as operadoras e planos de saúde costumam cumprir e fornecer o necessário ao tratamento.


Dessa forma, seja no caso de não adequação do plano em tempo as novas condições da ANS ou no caso de negativa indevida de cobertura, não deixe de cuidar da melhor forma da sua saúde, simplesmente por não conhecer os seus direitos. [...]


Fonte: Jornal Contábil Leia a matéria completa

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