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Planos de saúde sobem quase 50%; entidades veem aumento abusivo, 'cruel e injusto' e vão à Justiça



Em meio à uma crise sanitária sem precedentes, com o sistema público de saúde sobrecarregado, quem contava com assistência médica privada no Brasil se viu diante de uma grande barreira no começo de 2021. Os planos de saúde sofreram reajustes retroativos, elevando em muito o valor das mensalidades


A alta nos preços, considerando apenas os dados oficiais, chega a quase 50%, conforme aponta um levantamento divulgado nesta quarta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. Mas a realidade pode ser ainda pior. Dados consolidados pelo Procon-SP apontam que há casos em que o aumento chegou a 113%.


'Isso não existe'

A comerciante Janaina Alves da Rosa, de 44 anos, ficou sem reação ao receber o boleto do plano de saúde com vencimento em fevereiro. Ela pagava R$ 422,63, e a nova cobrança veio com o valor de R$ 704,35 – um aumento de 67%. “Isso não existe”, esbravejou nas redes sociais a filha dela, a estudante Rosa Alves Novelino Torres.

A dispara nos custos ocorre porque, além do reajuste anual referente a 2021, os planos de saúde foram autorizados a cobrar, retroativamente, os reajustes que foram suspensos pela Agência Nacional de Saúde (ANS) em 2020, em função da pandemia. Em alguns casos, como o da comerciante Janaína Rosa, foi acrescido ainda o reajuste por mudança de faixa etária, gerando o aumento que o Idec classifica como abusivo.


Segundo o levantamento do Idec, o acúmulo de vários tipos de reajuste elevou a mensalidade dos planos de saúde entre 12,21% e 49,81%. Para chegar a esses percentuais, a entidade fez seis simulações usando os valores indicados no Painel de Precificação da ANS, de julho de 2020.

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Fonte: G1 Leia a matéria completa

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