Buscar
  • hbussularr

Pandemia altera procedimentos de saúde e planos de gestantes



A aproximação da data dedicada à redução da mortalidade materna no Brasil, dia 28 de maio, expõe as incertezas das futuras mães diante da pandemia de Covid-19. Embora não existam dados oficiais relacionando mortes de gestantes ao novo coronavírus, os serviços de saúde têm alterado procedimentos e grávidas estão mudando seus planos para aumentar a proteção.


Este ano, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) registrou 32 mortes maternas até o dia 18 de maio, menos de um terço dos 97 óbitos contabilizados na Bahia ao longo de 2019.


A mortalidade materna engloba as mortes de mulheres ocorridas durante a gravidez e até 42 dias após o parto, desde que a causa seja relacionada à gestação.

Os números de 2019 representam um índice de mortalidade materna de 49,2 óbitos por 100 mil nascidos vivos, mantendo a tendência de queda demonstrada entre 2017 e 2018.


No Brasil, o dado mais recente é de 2017, quando o índice registrado foi de 64,5 mortes para 100 mil nascidos vivos.


Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) considere que as informações disponíveis são limitadas, as gestantes constituem um grupo de risco por conta das alterações imunológicas inerentes à gestação. Além disso, na pandemia de H1N1, a OMS identificou que grávidas foram seriamente afetadas.


Se antes da pandemia, Geise Oliveira, 30 anos, educomunicadora e produtora cultural, não abria mão de uma maternidade com toda a estrutura para dar suporte em caso de imprevistos, seu foco agora é minimizar o risco de exposição ao coronavírus.

Então quando suas contrações tiverem início ela irá para o Centro de Parto da Mansão do Caminho. Com a pandemia, os atendimentos presenciais prévios foram suspensos, mas Geise já alinhou tudo por telefone.


Com parto previsto para acontecer por volta do dia 20 de junho, Geise está se habituando à ideia de que não poderá receber visitas, nem contará com a presença do marido durante o nascimento de Guilherme, seu primeiro filho.

Para compensar o afeto presencial ela vai usar as tecnologias, solução adotada para que amigos e parentes acompanhem a gestação após o início da pandemia. Nessa de compartilhar fotos da barriga e do enxoval e fazer chá de fralda virtual, Guilherme já tem um site.


Atualmente, a gestante só sai de casa para o acompanhamento pré-natal, que realiza na rede privada, por meio do seu plano de saúde. Com a pandemia, alguns exames tidos como complementares foram dispensados, pois Geise não tem gravidez de risco. “Quando tenho qualquer dúvida, tiro com a enfermeira obstétrica, pelo whatsapp”, ressalta.


Expectativa


Embora perceba que o isolamento aumenta a ansiedade e, muitas vezes, impacta no seu sono e apetite, Geise destaca que sua aposta é na coragem, o que se reflete na escolha do nome do filho. “Guilherme significa protetor decidido e corajoso, então Guilherme vem para ser essa esperança na minha vida, de que dias melhores virão com certeza, que essa fase ruim vai passar”, afirma.

Com 35 semanas de gestação, a enfermeira Lúcia Maria Marques de Vasconcelos, 31 anos, estava afastada do trabalho desde o início da gravidez, pois a legislação proíbe que gestantes exerçam atividades insalubres.


Reformulação


Lúcia se preparava para a montagem do enxoval quando as recomendações de isolamento social tiveram início, o que a obrigou a investir nas compras online e trouxe alguns problemas. Após adiamento do prazo de entrega, há a possibilidade de os móveis do quarto chegarem após o nascimento do bebê.


Mas o risco trazido pela Covid-19 é a preocupação central de Lúcia neste momento, sobretudo porque pessoas próximas foram infectadas.


Mesmo que nenhum dos conhecidos tenha apresentado sintomas graves, ela ressalta que a percepção de risco se altera quando os números viram nomes. “Chegou ao meu meio”, declara.


A enfermeira conta que a principal mudança provocada pela pandemia foi a escolha pelo parto domiciliar. Já o pré-natal está ocorrendo normalmente e ficou até mais ágil, pois a obstetra que a acompanha está atendendo apenas duas pacientes por dia.


SMS adota novas medidas no acompanhamento do pré-natal


A chegada da pandemia de Covid-19 a Salvador levou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) a adotar novos procedimentos no acompanhamento pré-natal, uma das principais armas na prevenção da mortalidade materna. Com isso, as gestantes sairão da segunda consulta com as demais agendadas, assim como a definição das datas para exames laboratoriais e de imagem. [...]


Fonte: Uol Leia a matéria completa

1 visualização

moreiraebastosadvogados.com.br